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Biofeedback é uma palavra que deriva da união de outras três: bios (do grego "vida"), feed (do inglês "alimentar") e back (também do inglês "retorno ou volta").

 

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De uma forma simplificada, o biofeedback é um instrumento que usa eletrodos de superfície com o intuito de conceder à pessoa uma visualização de suas próprias alterações orgânicas (frequência cardíaca, taxa de sudorese, atividade elétrica cerebral). Paralelamente, técnicas de relaxamento e concentração são ensinadas para que a pessoa, ao realizá-las, perceba que as mesmas influenciam as variáveis fisiológicas monitoradas pelo equipamento. Esta percepção serve como um reforço positivo que facilita o aprendizado do controle das manifestações orgânicas associadas ao estresse e ansiedade.

Algumas modalidades de biofeedback fazem uso de medidas da corrente elétrica muscular (eletromiografia), da temperatura, da resistência à passagem da corrente elétrica cutânea (reação eletrodérmica), da respiração, da freqüência cardíaca e da atividade elétrica cerebral (neurofeedback).


Benefícios:
o biofeedback tem sido aplicado com sucesso no controle das manifestações de estresse, nos quadros ansiosos, distúrbios de aprendizagem, em especial os devidos a déficit de atenção com ou sem hiperatividade, enxaqueca e dores de cabeça tensionais, dores crônicas lombares, na nuca e ombros, hipertensão arterial essencial e problemas musculares, como torcicolo e bruxismo.

5. Biofeedback

Todas as técnicas associadas à medicina comportamental alicerçam-se nas bases da psicologia experimental. Este ramo da psicologia concedeu muita atenção aos mecanismos associados aos condicionamentos, que sabidamente são os deflagradores de nossos hábitos, sejam eles construtivos ou limitantes. Tais condicionamentos eliciam nossas respostas emocionais, e seguem rotas pré-estabelecidas. Quando um mesmo estímulo é percebido pelo cérebro, este constrói uma determinada interpretação, que não é necessariamente a mesma em diferentes indivíduos. Partindo do princípio que a interpretação à sucessão de estímulos tenha sido de medo, surgirão respostas fisiológicas associadas a essa emoção, como alterações respiratórias, tensão muscular, taquicardia, tremores e sudorese. Essas alterações dão origem aos comportamentos de luta ou de esquiva, e ao mesmo tempo reforçam a interpretação concedida aos estímulos iniciais.

O biofeedback é uma técnica em que se aprende o controle voluntário de funções fisiológicas das quais as pessoas normalmente não tem consciência, com a finalidade de recuperar, manter ou melhorar sua saúde e/ou seus desempenhos.
Controlar voluntariamente as funções fisiológicas é uma forma de diminuir o conteúdo reforçador das interpretações limitantes dos estímulos que atingem nosso sistema nervoso.

Um dos primeiros pesquisadores que percebeu a ligação entre emoções e respostas corporais foi Edmund Jacobson que estudou inúmeras variáveis fisiológicas, correlacionando-as com estados emocionais específicos. Jacobson fez várias pesquisas atentando para esta interação.

Quando uma pessoa é ansiosa, quando ela é preocupada e sente-se perturbada,... isto se caracteriza, em indivíduos normais, por uma tensão excessiva, com tensão generalizada nos músculos estriados, geralmente por todo o corpo .

Edmund Jacobson, 1953


A relação entre emoções e os sistemas fisiológicos é uma via em sentido duplo. Alterar as emoções é alterar também as reações orgânicas associadas a elas, assim como controlar as reações orgânicas é alterar as respostas emocionais. Partindo desse pressuposto foram desenvolvidos aparelhos conhecidos como biofeedback.


O biofeedback é um grupo de procedimentos terapêuticos que utiliza instrumentos eletrônicos ou eletro-mecânicos para medir de forma precisa e devolver aos pacientes informações com propriedades reforçadoras acerca de suas respostas fisiológicas, para que aprendam a alterá-las e assim obter um autocontrole sobre as mesmas.


Schwartz et al, 1995


O termo biofeedback foi originalmente descrito no final dos anos 60, por um grupo de profissionais sediado em Santa Mônica, na Califórnia. Este grupo objetivava estudar profundamente os mecanismos biológicos que controlam a auto regulação de respostas fisiológicas (SIMÓN, 1989). A palavra deriva da união de outras três: bios (do grego "vida"), feed (do inglês "alimentar") e back (também do inglês "retorno ou volta"). Em uma tradução literal biofeedback significa retroalimentação da vida. Neste caso, vida significa um sinal produzido internamente pelo organismo.

De uma forma mais simplificada, o biofeedback é um instrumento que usa eletrodos de superfície com o intuito de conceder ao usuário uma visualização de suas próprias alterações orgânicas (freqüência cardíaca, taxa de sudorese, atividade elétrica cerebral). Paralelamente, técnicas de relaxamento e concentração são ensinadas ao usuário de forma que o mesmo, ao realizá-las, perceba que as mesmas influenciam as variáveis fisiológicas monitoradas pelo equipamento. Esta percepção serve como um reforço positivo que facilita o aprendizado do controle das manifestações orgânicas associadas ao estresse. Essas informações são armazenadas, podendo ser comparadas com dados colhidos posteriormente para verificação da evolução do aprendizado.

Algumas modalidades usuais de biofeedback fazem uso de medidas da corrente elétrica muscular (eletromiografia), da temperatura, da resistência à passagem da corrente elétrica cutânea (reação eletro dérmica), da respiração, da freqüência cardíaca, e da atividade elétrica cerebral (neurofeedback).

A terapia por biofeedback e neurofeedback tem sido intensamente pesquisada há mais de quarenta anos (HAURI, 1975; HERMAN, CRAIG & CASPI, 2005; McKEE, 2008). As bases de dados científicas ligadas à área da saúde contemplam inúmeras pesquisas que apresentaram resultados positivos, tais como a utilização do biofeedback para redução de estresse em pacientes portadores de hipertensão arterial (SURWIT, SHAPIRO & GOOD, 1978; HAFNER, 1982; RAINFORTH, 2007), para gerenciamento e redução de dores de cabeça crônicas (ROSEN, 2008), para treinamento psicomotor (BASANOVA, MERNAYA & SHTARK, 2009), neurofeedback para tratamento de usuários de drogas (TRUDEAU, 2005; SOKHADZE, CANNON & TRUDEAU, 2008), para tratamento de portadores de transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade - TDAH - crianças, adolescentes e adultos (MONASTRA, MONASTRA & GEORGE, 2002; MONASTRA et al., 2005; BROWN et AL., 2005; HOLTMANN, STADLER, 2006), para aumentar os processos de criatividade e performance (MOORE, 2000; GRUZELIER, 2009), assim como para controlar distúrbios afetivos a ansiedade (HAMMOND, 2005).



Benefícios:

Como vimos anteriormente, o biofeedback tem sido aplicado com sucesso no controle das manifestações de estresse, quadros ansiosos, distúrbios de aprendizagem, em especial os devidos a déficit de atenção com ou sem hiperatividade, enxaqueca e dores de cabeça tensionais, dores crônicas lombares, na nuca e ombros, hipertensão arterial essencial, problemas musculares como torcicolo e bruxismo. Além do seu aspecto terapêutico o biofeedback é uma ferramenta educacional, prestando-se ao aprimoramento de diversos desempenhos, tais como, melhora de performance de atletas amadores e profissionais, assim como, outras classes de desempenho, como os da esfera executiva, a educacional, a de comunicações, etc.

Público alvo

Pessoas que:


• Estejam desejosas de desenvolver habilidades físicas e mentais mais enriquecedoras, compassivas, tranqüilizadoras e que promovam o desenvolvimento humano de forma mais plena;
• Queiram desenvolver níveis mais elevados de consciência externa e de autoconsciência;
• Queiram melhorar a concentração, os níveis de percepção da linguagem corporal e a memória;
• Sejam portadoras do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou convivam com elas;
• Vivem elevado desgaste emocional no ambiente de trabalho e desejam aprender técnicas eficazes de gerenciamento de estresse e ansiedade;
• Vivem momentos de conflito dentro da organização empresarial, familiar ou esportiva e procuram por meio de vivências mais introspectivas atingir um maior grau de relaxamento psicofisiológico e, consequentemente, maior nível de clareza mental;
• Desejam realizar uma atividade diferente, que facilite o gerenciamento e o controle do estresse;
• Desejam realizar uma atividade complementar no gerenciamento e no controle da ansiedade e/ou depressão e/ou dores crônicas e/ou fobias;
• Desejam gerenciar déficits de atenção/hiperatividade e melhorar assim, sua qualidade de vida;
• Sejam atletas amadores ou profissionais e procuram uma atividade paralela e complementar aos seus treinos cotidianos e que lhes concedam um maior grau de atenção, concentração e gerenciamento de estresse e ansiedade por meio do desenvolvimento de habilidades psicofisiológicas;
• Sejam alunos em fase pré-vestibular e desejam aprender técnicas de relaxamento psicofisiológico destinadas ao controle do estresse e da ansiedade, além de desenvolverem níveis mais elevados de memória, concentração e atenção prolongada.

Referências Bibliográficas